Seca eleva risco de queimadas no interior paulista
Região de Rio Preto enfrenta estresse hídrico e condições críticas
Publicado em 20 de julho de 2026, 14:30 — Em Rio Preto

O interior do estado de São Paulo enfrenta um período de seca intensa que eleva significativamente o risco de queimadas na região, incluindo São José do Rio Preto e municípios vizinhos. A baixa umidade do ar e a ausência de chuvas criam condições propícias para o início e a propagação rápida de incêndios em áreas rurais e urbanas.
A situação é classificada como estresse hídrico, termo que indica desequilíbrio entre a disponibilidade de água no ambiente e a demanda natural do solo, da vegetação e da atmosfera. Nesse cenário, a vegetação ressecada se torna material altamente inflamável, e qualquer fonte de ignição — natural ou provocada — pode dar origem a focos de incêndio de difícil controle.
O interior paulista historicamente registra os períodos mais críticos de estiagem entre os meses de maio e setembro, quando o índice pluviométrico cai de forma acentuada e a umidade relativa do ar pode atingir níveis abaixo dos 20%, considerados de atenção pela Organização Mundial da Saúde. A região de Rio Preto está entre as mais afetadas por esse padrão climático sazonal.
Além dos riscos diretos de incêndio, o tempo seco impacta a saúde da população, especialmente crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias. A fumaça proveniente de queimadas agrava quadros de asma, bronquite e outras condições pulmonares, aumentando a procura por atendimento médico nas unidades de saúde da região.
Autoridades ambientais e de defesa civil orientam a população a evitar qualquer tipo de queima de vegetação, lixo ou resíduos a céu aberto durante o período de estiagem. Em caso de detecção de focos de incêndio, o recomendado é acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo número 193 ou a Defesa Civil pelo 199, sem tentar combater as chamas sem equipamento adequado.



