RIO PRETO

Rio Preto perde R$ 2,4 mi para novo CAPS

Município descumpriu prazo federal e perdeu repasse para unidade de saúde mental

RR
Redação Rio Preto

Publicado em 23 de julho de 2026, 21:31 — Em Rio Preto

2 min de leitura
Rio Preto perde R$ 2,4 mi para novo CAPS
Rio Preto perde R$ 2,4 mi para novo CAPS

A Prefeitura de São José do Rio Preto perdeu um repasse de R$ 2,4 milhões do Governo Federal que seria utilizado para a instalação de um novo Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) na cidade. A desabilitação do recurso ocorreu após o município descumprir os prazos estabelecidos pelo Ministério da Saúde para a execução do projeto.

A portaria que oficializou o cancelamento foi assinada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e publicada na quarta-feira, 22 de julho, no Diário Oficial da União. O documento formalizou a perda do repasse que havia sido habilitado em 2024, após o projeto ser apresentado originalmente em 2023.

De acordo com as informações apuradas, a gestão municipal teve aproximadamente um ano e seis meses para viabilizar a estruturação e a execução do projeto. Durante esse período, o município enfrentou dificuldades para localizar um terreno adequado para sediar a nova unidade. A autorização federal para a área escolhida foi concedida apenas em fevereiro deste ano, o que, segundo a prefeitura, inviabilizou o cumprimento das etapas exigidas dentro do prazo.

Em nota, a administração municipal informou que o projeto previa a transferência do CAPS do distrito de Engenheiro Schmidt para uma localização de maior acesso à população. A prefeitura afirmou ainda que a desabilitação do recurso não altera a oferta atual de serviços prestados pelas unidades em funcionamento.

Atualmente, Rio Preto conta com dois Centros de Atenção Psicossocial voltados ao atendimento de álcool e drogas, os chamados CAPS AD: um na Região Norte e outro no distrito de Engenheiro Schmidt. A unidade do distrito é alvo de reclamações relacionadas à dificuldade de acesso por parte dos usuários, o que motivou a proposta de realocação.

Além do repasse para a construção da nova sede, o município deixou de garantir também uma ajuda de custo mensal que a União repassaria para a manutenção da unidade após sua abertura, o que representa uma perda financeira adicional para a rede municipal de saúde mental.

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