Operação prende pai e filho em Rio Preto por lavagem
Esquema movimentou R$ 2 bilhões ligados ao jogo do bicho
Publicado em 29 de julho de 2026, 13:31 — Em Rio Preto

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, e a Polícia Federal deflagraram na manhã desta quarta-feira, 29 de julho, uma operação contra um esquema bilionário de lavagem de dinheiro vinculado à exploração do jogo do bicho e de máquinas de azar. Em São José do Rio Preto, quatro pessoas foram presas, entre elas um empresário e seu filho, apontados como donos de uma construtora usada para ocultar e movimentar recursos ilícitos.
Ao todo, a operação resultou no cumprimento de nove mandados de prisão preventiva e 11 mandados de busca e apreensão em quatro cidades de três estados: São José do Rio Preto (SP), Guapimirim (RJ), Rio de Janeiro (RJ) e Campo Grande (MS).
Segundo as investigações, o pai e o filho são apontados como responsáveis pela empresa de construção civil utilizada como fachada para dissimular a origem do dinheiro gerado pela exploração de jogos de azar no Rio de Janeiro. O esquema utilizava máquinas de pagamento por cartão instaladas em bancas de jogo do bicho, empresas fantasmas e saques fracionados em espécie para dar aparência de licitude aos valores.
Entre janeiro de 2019 e março de 2026, as contas investigadas registraram movimentação total de aproximadamente R$ 2 bilhões. Desse montante, ao menos R$ 100 milhões teriam sido sacados em dinheiro vivo, de acordo com os dados levantados pelas autoridades.
Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de bens de 18 pessoas físicas e jurídicas, abrangendo contas bancárias, veículos, imóveis e criptoativos. Os investigados respondem pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação em organização criminosa.



