ESTADO SP

Ministro prevê que votação da PEC do fim da escala 6x1 fique para depois das eleições

A proposta de emenda à Constituição que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 dificilmente será votada pelo Congresso Nacional antes das eleições. A avaliação é do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz

Juliana Scudeler Salto
Juliana Scudeler Salto

Publicado em 28 de julho de 2026, 17:45 — Em São Paulo

2 min de leitura
Ministro prevê que votação da PEC do fim da escala 6x1 fique para depois das eleições
Ministro prevê que votação da PEC do fim da escala 6x1 fique para depois das eleições

A proposta de emenda à Constituição que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 dificilmente será votada pelo Congresso Nacional antes das eleições. A avaliação é do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, que afirmou na última semana acreditar que o tema não deve entrar na pauta do Senado nos próximos meses.

A declaração foi feita durante um evento promovido pelo Sindicato dos Padeiros de São Paulo. Na ocasião, o ministro disse que continua atuando para que a proposta avance, mas reconheceu que a tramitação depende da decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), responsável por definir a pauta de votações da Casa. Segundo Marinho, a expectativa é de que a análise da matéria ocorra apenas após o período eleitoral.

A PEC que trata do fim da escala 6x1 já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e aguarda apreciação no Senado. O texto estabelece a redução gradual da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução salarial, além de garantir dois dias de descanso por semana durante o período de transição.

Ao comentar o andamento da proposta, Luiz Marinho afirmou que trabalha diariamente para que a medida seja aprovada, mas admitiu que fatores políticos e o calendário eleitoral podem adiar a votação. Segundo o ministro, há entendimento de que um tema com grande repercussão entre os trabalhadores dificilmente será levado ao plenário em meio às disputas eleitorais.

A discussão sobre o fim da escala 6x1 ganhou força nos últimos meses e mobilizou trabalhadores, entidades sindicais e parlamentares favoráveis à redução da jornada. Defensores da proposta argumentam que a mudança pode contribuir para melhorar a qualidade de vida, ampliar o tempo de descanso e favorecer o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. Já representantes do setor empresarial demonstram preocupação com os impactos da medida sobre os custos de contratação e a organização das atividades econômicas.

Sem previsão de votação antes das eleições, a expectativa é que o tema volte ao centro das discussões no Senado somente após a definição do novo cenário político, quando a proposta poderá voltar à pauta de deliberações da Casa.

Gostou? Compartilhe:

Leia também