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Operação Miragem mira quadrilha do golpe do seguro

Grupo aliciava vulneráveis para registrar falsos boletins de roubo

RB
Redação Baixada Santista

Publicado em 21 de julho de 2026, 21:10 — Em Baixada Santista

2 min de leitura
Operação Miragem mira quadrilha do golpe do seguro
Operação Miragem mira quadrilha do golpe do seguro

A Polícia Civil deflagrou nesta segunda-feira (20) a Operação Miragem, cumprindo 34 mandados de busca e apreensão em seis estados contra uma organização criminosa especializada no chamado golpe do seguro. O esquema consistia em aliciar pessoas em situação de vulnerabilidade financeira para registrar falsos boletins de ocorrência de roubo e, com esses documentos, fraudar indenizações junto a bancos e seguradoras.

A investigação teve origem na Baixada Santista, após autoridades identificarem 33 registros de roubo falsos em apenas 40 dias, todos vinculados a um mesmo condomínio de luxo no Guarujá, no litoral paulista. O volume de ocorrências foi considerado incompatível com o padrão de segurança do local, o que levantou suspeitas e motivou o aprofundamento das apurações.

As diligências foram realizadas em cidades do estado de São Paulo, incluindo a capital, Taboão da Serra, Diadema, Itapecerica da Serra, Paulínia, Praia Grande e São Roque, além de estados como Pará, Ceará, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná. A amplitude geográfica da operação indica que a quadrilha atuava de forma estruturada e descentralizada.

Segundo a Polícia Civil, os alvos do esquema eram pessoas com restrições de crédito ou em dificuldades financeiras. Elas eram orientadas pelos organizadores a acessar a Delegacia Eletrônica e registrar boletins de ocorrência simulando roubos que jamais ocorreram. Os documentos gerados davam aparência de legalidade aos pedidos de indenização apresentados às instituições financeiras.

Após a liberação dos valores pelas seguradoras e bancos, os recursos eram depositados nas contas dos participantes recrutados e, em seguida, divididos entre intermediários e líderes do esquema criminoso. A Justiça autorizou a quebra do sigilo bancário dos investigados e o bloqueio de ativos financeiros identificados durante as apurações.

As identidades dos suspeitos não foram divulgadas pela Polícia Civil. Os resultados da operação devem ser apresentados após a análise do material apreendido nas buscas. As investigações prosseguem com foco em mapear todos os integrantes da organização e rastrear o fluxo completo dos valores obtidos de forma fraudulenta.

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