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Indicação de Djalma Nery para suplência de Marina Silva gera desconforto entre aliados de Haddad em São Paulo

A indicação feita pela federação PSol-Rede do vereador Djalma Nery (PSol) como primeiro suplente da candidatura da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede) ao Senado gerou insatisfação dentro

Juliana Scudeler Salto
Juliana Scudeler Salto

Publicado em 28 de julho de 2026, 20:34 — Em São Paulo

2 min de leitura
Indicação de Djalma Nery para suplência de Marina Silva gera desconforto entre aliados de Haddad em São Paulo

A indicação feita pela federação PSol-Rede do vereador Djalma Nery (PSol) como primeiro suplente da candidatura da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede) ao Senado gerou insatisfação dentro do grupo político de Fernando Haddad (PT), candidato ao Governo de São Paulo.

Vereador mais votado em São Carlos, no interior paulista, nas últimas duas eleições, Djalma Nery, de 38 anos, teve sua indicação oficializada no último domingo, dia 26, durante a convenção da federação. O encontro foi marcado por tensões e incertezas em torno da definição da suplência, que se estenderam até o encerramento do evento. Ao final, a convenção também ratificou o apoio da federação à candidatura de Haddad ao governo paulista.

Nos bastidores, a vaga de primeiro suplente tem sido uma das mais disputadas na composição da chapa. O motivo é que o escolhido tem chances consideráveis de assumir uma cadeira no Senado por São Paulo. Caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja reeleito, aliados apontam que Marina Silva é cotada para reassumir um ministério em um eventual novo governo do petista. Se isso ocorrer, o primeiro suplente assumirá a titularidade do mandato, que tem duração de oito anos.

O principal foco de insatisfação partiu do PDT, legenda que já oficializou apoio à candidatura de Haddad. O partido, presidido por Carlos Lupi, exonerado do Ministério da Previdência Social no ano passado em meio às revelações da chamada "farra do INSS", reivindica a vaga e afirma que há um compromisso firmado diretamente com Lula para que a sigla ocupe uma das suplências ao Senado.

Para a suplência de Marina Silva, o PDT indicou o sindicalista Antonio Neto. Já para a suplência da candidatura de Simone Tebet (PSB) ao Senado, a legenda apresentou o nome do ex-prefeito de Araraquara Marcelo Barbieri, aliado do presidente nacional do PT, Edinho Silva.

Entretanto, a suplência de Simone Tebet deve ficar com o advogado Laio Morais (PT), ex-chefe de gabinete de Fernando Haddad no Ministério da Fazenda.

Caso não seja contemplado com nenhuma das suplências, o PDT afirma que lançará candidatura própria ao Senado em São Paulo, movimento que pode provocar um racha na coligação. Um dos argumentos da legenda é que, por integrar a aliança que apoia Haddad, politicamente não faria sentido ficar de fora da composição da chapa majoritária.

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